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Celebração na Ilha Michiles e exposição de sementes em Manaus marcam o protagonismo indígena e a preservação ambiental no Amazonas

protagonismo indígena e a preservação ambiental no Amazonas

Em comemoração ao Abril Indígena, o projeto Wepainung promoveu o 26º aniversário da comunidade Ilha Michiles e levou exposição de sementes nativas para a sede da Petrobras em Manaus.

O mês de abril foi marcado por celebrações e diálogos estratégicos para o Projeto Wepainung. Com o apoio da Petrobras e a realização da Associação Sementes da Amazônia, a iniciativa realizou ações que conectam a tradição dos povos originários ao fortalecimento científico e ambiental da região amazônica. 

Uma das frentes de atuação ocorreu na Terra Indígena Andirá-Marau, em Maués(AM) com o apoio da Associação indígena Wepainug, durante a Semana dos Povos Indígenas, onde o projeto celebrou o 26º aniversário da comunidade Ilha Michiles e da escola Mypynugkuri entre os dias 22 e 23 de abril.

Comunidade Ilha Michiles, na T.I. Andira Marau, Maués (AM)
Comunidade Ilha Michiles, na T.I. Andira Marau, Maués (AM)

A festividade foi ainda mais significativa com a inauguração do Centro Social Nadir Michiles, tornando-se um marco para a infraestrutura comunitária local.

Centro Social Nadir Michiles
Centro Social Nadir Michiles

A programação na Ilha Michiles promoveu uma integração entre as comunidades do entorno, como Terra Santa, Vale do Quiinha, Nova Esperança e Vila Nova II. O evento contou com a realização do Primeiro Torneio Quadrangular de Futebol nas categorias adulto e infantil, além de diversas modalidades esportivas e recreativas. Durante os dois dias, os participantes se envolveram em competições tradicionais que incluíram Pipisa (jogo tradicional de precisão e agilidade), o Turuqui (modalidade recreativa de resistência), tiro livre, natação, o Teçume (técnica tradicional de tecer fibras e palhas), corrida, lançamento de peso, cabo de guerra, corrida de saco, canoagem e dominó.

Torneio de jogos marcaram a programação, com a participação de de outras comunidades dos arredores.

Por volta de 400 pessoas participaram, a comunidade se movimentou e se emocionou com o momento. A cultura também esteve no centro das celebrações com o emblemático Ritual da Tucandeira (rito de passagem Satere-Mawé que utiliza formigas tucandeiras em luvas para testar a resistência e maturidade dos jovens), apresentações musicais e contação de histórias conduzidas por historiadores locais, reforçando a identidade e o patrimônio imaterial da região.

Encenação de estória do ritual da tucandeira

Paralelamente às atividades em campo, o Projeto Wepainung expandiu sua voz até a sede administrativa da Petrobras em Manaus através de uma exposição de sementes nativas.

Estande do projeto na sede da Petrobrás, em Manaus, expôs sementes de espécies nativas da região..
Estande do projeto na sede da Petrobrás, em Manaus, expôs sementes de espécies nativas da região..

A proposta da mostra foi evidenciar a biodiversidade amazônica e referenciar a atuação do projeto no fortalecimento de cadeias produtivas e processos junto aos povos indígenas. 

O material apresentado compõe o acervo do Centro de Sementes Nativas do Amazonas, um laboratório de referência localizado na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) que oferece suporte técnico e científico às ações do projeto.

Dentre as sementes expostas, estavam as de espécies como andiroba, tento vermelho, açaí, sumaúma e castanha.

Para Israel Silva Junior, engenheiro florestal e coordenador do projeto, essas ações conectam o saber tradicional à valorização da floresta em diferentes espaços. 

“Celebrar o Abril Indígena com a comunidade na Ilha Michiles e, ao mesmo tempo, ocupar o espaço urbano com a exposição de sementes na Petrobras reforça nossa missão de promover o diálogo e o fortalecimento das cadeias produtivas. São momentos que demonstram como o conhecimento tradicional e o apoio técnico caminham juntos para garantir a autonomia dos povos indígenas e a conservação da biodiversidade amazônica”, destaca o coordenador. 

Essas iniciativas reafirmam o compromisso do Wepainung com o desenvolvimento sustentável, unindo esporte, cultura e ciência em celebração à resistência dos povos da floresta.

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