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Projeto Wepainung visita Base Urucu no coração do Amazonas

Parte da equipe do projeto Wepainung realizou uma visita importante à Base Urucu, localizada no município de Coari (AM), a cerca de 650 km de Manaus, na Bacia do Solimões. O encontro teve como objetivo principal promover uma troca de experiências e conhecimento focada na conservação da biodiversidade e no desenvolvimento sustentável.

Durante a visitação, foram apresentadas as diversas ações e resultados positivos que vêm sendo desenvolvidos na Terra Indígena Andirá-Marau por meio do projeto. A partilha dessas vivências reforçou a importância da integração entre o conhecimento tradicional e as práticas de conservação territorial.

Projeto apresentou as ações na Terra Indígena Andirá-Marau, em Maués (AM). |Foto: Sérgio de Andrade

Potencial Energético e Escoamento

Operada pela Petrobras, a unidade fica literalmente no meio da floresta amazônica, o que torna a sua operação um grande desafio logístico e ambiental. 

A Base Urucu possui um papel estratégico fundamental para a matriz energética do país. A unidade extrai um óleo de altíssima qualidade (muito leve) e é a principal fonte de gás natural e de gás de cozinha (GLP) que abastece a Região Norte e parte do Nordeste brasileiro. Toda a produção de gás conta com uma estrutura robusta de escoamento, feita por meio do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus.

Referência Internacional em Sustentabilidade

Após sua descoberta em 1986, Urucu tornou-se uma referência internacional de extração de recursos fósseis minimizando ao máximo o impacto ambiental no bioma. Por estar inserida em um ecossistema tão sensível, a base adota rígidas estratégias de mitigação. 

Durante a visita, a equipe do Wepainung conheceu as iniciativas de conservação coordenadas pela Petrobras no médio Amazonas, com destaque para:

A Sala de Sementes: fundamental para o início do ciclo de reflorestamento, onde ocorre o armazenamento e o cuidado com as sementes coletadas na região.

Sementes de Banana-Brava, coletadas na região do rio Urucu, no médio Amazonas. | Foto: Sérgio de Andrade

O Viveiro de Mudas: dedicado ao cultivo de espécies nativas desta localidade, essencial para os programas de reflorestamento, recuperação de áreas e manutenção da biodiversidade local. Na troca de ideias, a equipe ficou a par de experimentos essenciais para a produção, como, por exemplo, o desenvolvimento de técnicas para a quebra de dormência de sementes de espécies que têm esse processo natural de forma mais difícil, e contribuiu com algumas dicas executadas em campo que também podem ser aplicadas no local.

Troca de conhecimentos e experiências para a produção de mudas nativas.| Foto: Sérgio de Andrade

Trabalho de Conservação Florestal: com apresentação dos métodos e esforços contínuos de manejo que buscam equilibrar a atividade industrial com a conservação da floresta.

Ao longo de toda a base, vários bosques foram implementados para recuperação de flora e fauna em locais que já tiveram outras finalidades. | Foto: Sérgio de Andrade

“Essa visita foi uma troca de experiências e partilha de conhecimentos, conectando as ações que realizamos na Terra Indígena com as práticas de conservação desenvolvidas diante de um cenário de alta complexidade logística e ambiental.” Pontou Valdiek Menezes, que atua na gerência do projeto Wepainung.

Sobre o projeto

A ação integra o Projeto Wepainung – Proteção e Sustentabilidade da Terra Indígena Andirá-Marau, realizada pela Associação Sementes da Amazônia com apoio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, valorizando o lazer infantil, a cultura e a inclusão social como caminhos para o fortalecimento comunitário.

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